Escrevi isso sábado de noite: 01/06/2013
Não entenda
mal, a história não é para ser triste e ter todo aquele drama de novela
mexicana, o fato é que o começo o meio e o fim são conturbados. Meu nome é Raquel, e naquela quinta –
feira de 1993, como minha mãe descreve
que limpou a casa e fez tudo que tinha pra fazer comigo ali dentro dela. Enfim, hospital, nasci por volta das 02:10 da
madrugada, pesando um quilo e setecentas gramas, pequenina, logo fui pra
UTI. Minha mãe também passou mal durante
esse tempo, ela sempre me conta. Mas vamos pular essa parte. Vamos ver: minha infância, morei um tempão em
Prudentópolis, em uma casa bege, que tinha nos fundos aqueles pisos vermelhos,
eu lembro que gostava de ficar ali brincando, e um dia eu encontrei um
brinquedo uma cabeça de algum boneco era amarelo e com algumas outras cores, eu
adorei aquela cabeça, sou do tempo de coisas simples, meus pais me ensinaram a
ter sentimento demais, fui criada muito bem, e agradeço isso. Subindo ali da
minha casa, tinha uma mercearia algo do tipo, onde tinha todo tipo de doce, eu
gostava de ir lá, logo do lado tinha a escola, onde eu frequentava. Eu tinha
medo do vendedor de algodão doce, porque ele fazia um barulho absurdamente
assustador, sentia um medo terrível, achava que era um monstro. Ficamos um
tempo lá, ai nos mudamos, acredite, minha adolescência não foi das melhores,
não fazia parte de grupo algum, era do tipo que ficava no meu canto, implicavam comigo, já riam demais de mim, a
maioria dos professores não gostavam de mim. Lembro que foi uma época
complicada, chorava demais. Até que o óbvio aconteceu, depressão, fobia social,
misturada com meus traumas de escola e paranoias. Faço tratamento até hoje, mas
estou bem melhor. Lembro-me de momentos
bons que passei e pessoas que nunca mais vi e que me ajudaram a superar algumas
dificuldades. Sou grata por isso, adorava andar de bicicleta, sempre fui meio
moleca, andava com os meninos da minha rua, era superdivertido, você brincar o
dia todo até escurecer e sua mãe chamava pra você ir pra casa, eu tomava um
banho, estava exausta, jantava e ia dormir e isso era muito bom.
Continua...
Está
chovendo muito, estou na casa dos meus pais, deitada na cama com minha gata
dormindo aqui do lado, e confesso que está me dando sono também, fiz uma
descoberta interessante hoje, encontrei um moletom daqueles antigos, e estou
usando como um “pijama” pois está frio. Vou ver um filme e dormir. Outra hora
continuo contando pequenos casos e acasos da minha vida.
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