Um
dia especial, tinha sol, ela não era uma moça que gostava de sol, mas estava
feliz com seu vestido de rendas, caminhando pela calçada, tinha um vento, o que
ajudava os cabelos dela levemente ondulados a dançarem pelo seu rosto. Ela
seguia, com seu jeito desenfreado de ser, queria se ajustar de alguma forma,
mas ela era desajustada no mundo. Pensava enquanto caminhava, era primavera,
então as flores e tudo mais estavam belas. Estava feliz, mas por dentro sentia
um vazio extremo. Ela viu aquele moço, charmoso e aparentemente sensível e
então gostou dele. É incrível como tudo passava na cabeça dela naquele momento,
sabe quando você sente algo inexplicável? Ela era assim por inteira.
Sentimentos são assim: tem pessoas que sentem muito, outras sentem pouco e por
fim as que não sentem. Ela sentia demasiadamente. Observando tudo enquanto
ainda caminhava, lá estava ela, olhando
crianças brincando, pessoas conversando e rindo, tinha uma visão ampla disso.
Mas aquele moço não saia da cabeça dela, como uma estranha igual ela ia se
aproximar de tal pessoa tão interessante?
Ela via pessoas e sempre sabia qual gostaria de chegar e dizer um: “Podemos
conversar?” Tem pessoas que nos dão tanta vontade de puxar uma cadeira e ficar
conversando por horas. E tem pessoas que você apenas vê por um minuto e não
esquece mais, fica lá registrado na sua mente, aquele moço, foi uma dessas pessoas. A vida dela nunca foi maravilhosa, mas sempre
tem o amanhã, e quem pode dizer com certeza absoluta o que virá depois?
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Aquele moço, pensamentos em forma de sonho e memórias
Estou escrevendo esse texto ouvindo cazuza, mais precisamente "poema"
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