A moça vestida em lágrimas chorava a perda. A perda de que?
De algo que nunca teve. E agora o leitor se pergunta que frase mais absurda e
sem nexo. Leitor, a vida é assim. Acostume – se. Dia chuvoso, olhava pela
janela e ouvindo aquela bela canção secava as lágrimas que dançavam sobre seu
rosto pálido, estava de pijama com suspiros ela pensava. Seu cabelo ondulado,
levemente bagunçado, ela se sentia como um pássaro com uma asa quebrada. Jogou-se
na cama e querendo ler seu livro de cabeceira, pois se a chorar mais ainda,
pois se tratava de um romance. Então agarrou forte seu travesseiro e ficou
contido cinco minutos chorando soluçando feito um bebê, pegou num sono
profundo, lá estava ela no seu sonho a pequena donzela fragilizada pelo seu
próprio amor demasiado. Acordou. Com o travesseiro nas mãos ela se perguntava o
que foi que eu fiz de mim? Na real era uma pergunta retórica, mas ela queria
que falassem; que alguém no mundo olhasse em seus olhos e a contasse sobre o
que fez com ela mesma, porque nada mais obscuro que se olhar no espelho e não
se reconhecer, nada mais amargo que se apaixonar e não ser correspondido, nada
mais desastroso que uma vida não vivida. Mas não havia ninguém é como se
estivesse em um lugar, aprisionada, que de vez em quando olhava pra fora e via
algumas pessoas passarem, rindo, ou apenas conversando. Esse lugar era dentro
dela mesmo. Sentia-se só, mas não gostava de muita aglomeração. Ninguém
conseguia imaginar se quer entender o que se passava em sua cabeça, os
pensamentos insanos, os medos, a vida que levava o que sentia, ela realmente
estava ficando cada dia mais esquisita, e cada dia passava mais rápido pra ela.
Essa moça era uma sonhadora talvez por isso chorasse tanto. O dia amanhecia ela
apenas se rolava na cama tentando entender alguma coisa que fosse e tentando
tirar a dor que sentia. O passado dela era frustrante, o presente algo
incompreendido e o futuro algo incerto.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
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